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Para compreendermos a importância dos “16 dias de ativismo pela eliminação da violência contra as mulheres”, o CRP-MG, por meio da Comissão de Orientação Mulheres e Questões de Gênero, preparou uma série de posts explicando os diversos tipos de violência vivenciados pelas mulheres.

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Sendo descrita na lei Maria da Penha (Lei n 11.340/06) como qualquer ação ou omissão que cause impactos emocionais, na autoestima e/ou prejudique ou perturbe o pleno desenvolvimento das mulheres, a violência psicológica ainda é de difícil identificação. Por ser uma violação que não deixa marcas físicas, invisibilizada socialmente, é importante que as(os) profissionais de Psicologia se mantenham atentas(os) a relatos que indicam a existência deste tipo de violência nas relações afetivas, de trabalho ou sociais.

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Em um país que ainda luta contra o racismo é fundamental compreendermos que cotidianamente as mulheres negras têm suas vivências atacadas de forma simbólica ou direta. As desigualdades que passam de geração em geração podem ser também conferidas em números como estes disponíveis no “Atlas da Violência”.

As práticas cotidianas das(os) psicólogas(os) devem considerar, portanto, a interseccionalidade para que as violências não sejam (re)produzidas.

Fonte: Atlas da Violência/Ipea

Caracterizada pela Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) como controle, posse, retenção ou destruição de bens materiais ou documentos, a violência patrimonial - assim como outras violências que não deixam marcas físicas - muitas vezes não é reconhecida socialmente. Isto dificulta também identificá-la, nomeá-la e, por consequência, intervir.

Em uma sociedade capitalista, reter ou destruir bens impacta diretamente na autonomia e retira da mulher a possibilidade de deixar as relações de violência, por não encontrar estratégias possíveis de sobrevivência.

As(os) psicólogas(os) precisam ampliar o olhar ao analisar a violência patrimonial, não a restringindo somente aos relacionamentos violentos/abusivos: ela é reforçada e praticada cotidianamente pelo Estado, que se abstém de propiciar condições mínimas de sobrevivência às mulheres.

Fonte: https://mulheresnapandemia.sof.org.br/
 

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O fenômeno conhecido na América do Norte como Gaslighting é uma forma de manipulação danosa que pode ocorrer não apenas individualmente, mas também de maneira sistêmica.

O termo se consolidou a partir de um filme de 1994 chamado Gaslight. O enredo retrata a história de uma mulher que é vítima de seu companheiro, e que a oprime distorcendo fatos para que ela duvide de si mesma, do que é capaz e daquilo que acredita ser real.

É preciso observar que o machismo, o sexismo e a misoginia afetam tanto homens quanto mulheres, também contribuindo para o adoecimento psíquico dos indivíduos sociais.

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As medidas de distanciamento social adotadas em decorrência da pandemia de covid-19 acenderam um alerta sobre o risco de aumento da violência doméstica contra mulheres. Isso porque, além de passar mais tempo em casa com seus companheiros, essas mulheres também perderam o contato com sua rede de apoio. Uma pesquisa do Instituto Datafolha, encomendada pelo

Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), revela que uma em cada quatro mulheres com mais de 16 anos sofreu algum tipo de violência, causada principalmente por companheiros e familiares. A Rede de Enfrentamento

à Violência Doméstica busca integrar os serviços de atenção a essas

mulheres, como o de assistência psicossocial, justiça, segurança pública,

saúde e educação. Fazem parte da rede não só movimentos de mulheres e feministas, como organizações da sociedade civil, ONGs e entidades da administração pública.

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Mansplaning é uma prática vivenciada cotidianamente pelas mulheres desde as relações pessoais até profissionais. Experimentar esse tipo de violência pode ocasionar em diversos processos de insegurança nas mulheres.

É uma das práticas denominadas “micromachismo” - dominação e discriminação que são perpetuadas diariamente, por meio de ações que passam desapercebidas na sociedade.

As(os) psicólogas(os) precisam ficar alertas para identificar e intervir de forma a auxiliar na autonomia e melhoria da saúde mental das mulheres.

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Os micromachismos são práticas de dominação que ocorrem na vida cotidiana, por meio de ações interpessoais e que perpassam as relações de forma quase imperceptível. São compostos por manobras utilizadas para controlar as mulheres, tanto nas relações de intimidade quanto fora delas.

Neste #tbt, o CRP-MG relembra o lançamento dos três fôlderes organizados em grupos com o intuito de possibilitar e detalhar a identificação dos micromachismos - coercitivos, encobertos e de crise.

Acesse aqui o material. 

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Cotidianamente, as mulheres são vítimas de diversas violências. Mas alguns fatores contribuem para que elas não busquem ajuda: a banalização e normalização do assédio, a falta de credibilidade que a sociedade dá para o testemunho da vítima, a vergonha de ter tido a experiência.

São muitos os casos nos quais a mulher deixa de denunciar por falta de conhecimento ou por ter medo de prejudicar a vida de quem lhe assediou, ou ainda porque sabe que poderá ser constrangida no momento da denúncia.

É fundamental que a(o) psicóloga(o) participe da rede de apoio à mulher, fazendo uma escuta qualificada e cuidadosa e que colabore para dar a ela informação e coragem para vivenciar mais esse momento de dor.

A violência psicológica usualmente inicia por meio da manipulação e isolamento da vítima. É praticada por pessoas da intimidade da mulher e também por outras mais distantes.

A violência sexual é capaz de resultar em consequências decisivas para a saúde da mulher. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca como exemplos: gravidez não planejada, infecções sexualmente transmissíveis (incluindo HIV), depressão e ainda ansiedade e transtorno de pânico.

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Normas sociais que reproduzem uma ideia de superioridade do homem no relacionamento fazem parte do ciclo que alimenta a violência sexual.

As mulheres são ensinadas desde cedo que têm responsabilidade pelo bem-estar da relação, e que uma das formas de garanti-lo é satisfazendo sexualmente o marido.

A sociedade legitima a violência feita por parceiros íntimos de várias formas, seja no pouco investimento em serviços de combate à violência ou na (re)vitimização das que buscam assistência

A violência sexual é uma das violências de gênero mais cruéis e persistentes, e seus impactos à saúde são de grande magnitude. É papel da(o) psicóloga(o) contribuir para a desconstrução de tais estigmas em seus atendimentos às mulheres.

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A violência obstétrica é realidade para uma em cada quatro mulheres brasileiras, que sofrem diversos tipos de agressão a gestantes, seja no pré-natal, no parto ou no pós-parto. Os dados são de uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo em parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc).

A situação é mais grave na rede pública de saúde, em que quase metade das mulheres são vítimas de práticas como: falta de acesso a informação no pré-natal; intervenções médicas não-autorizadas ou sem consentimento; impedimento ao acesso de acompanhante, dentre outras.

A violência obstétrica é uma das formas de agressão à mulher em um momento em que ela precisa ter informações suficientes para tomar decisões que dizem respeito a uma fase muito importante da sua vida e é papel da(o) psicóloga(o) atuar no acolhimento e escuta sobre essa questão.

Eliminar a violência contra a mulher é lutar contra o racismo. No cotidiano das mulheres negras, as vulnerabilidades ou opressões se sobrepõem: racismo, exploração de classe, patriarcado e homofobia, coletivamente, moldam suas vivências.

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Somente com uma análise interseccional podemos compreender os entrecruzamentos sociais que fundamentam a nossa cultura e impactam em subjetividades.

Gênero, raça e classe precisam ser considerados em nossas atuações e intervenções enquanto profissionais da Psicologia, visando descolonizar os olhares no cotidiano de nossas práticas.

É papel da(o) psicóloga(o) ampliar estratégias de acolhimento das mulheres em sofrimento mental advindo do racismo e da violência de gênero, colaborando para a desnaturalização das opressões. A prática Psi sintonizada com o feminismo descolonial, contribui para a transformação das relações que subalternizam mulheres negras e indígenas.

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Neusa Santos Souza foi uma psicanalista e escritora. Sua dissertação de mestrado deu origem à obra "Tornar-se negro: as vicissitudes da identidade do negro brasileiro em ascensão social", considerada uma referência para o pensamento da Psicologia brasileira sobre o sofrimento psíquico das pessoas negras.

"Uma das formas de exercer autonomia é possuir um discurso sobre si mesmo. Discurso que se faz muito mais significativo quanto mais fundamentado no conhecimento concreto da realidade", trazia Neusa em um dos trechos do livro.

O Conselho Regional de Psicologia - Minas Gerais (CRP-MG), por meio da Comissão de Orientação Mulheres e Questões de Gênero encerra as ações dos “16 dias de ativismo pela eliminação da violência contra as mulheres” com esta homenagem.